O gargalo era operacional, não comercial
A Liv Up faz refeições congeladas saudáveis e vende direto ao consumidor, por marketplaces e varejo, e para empresas por uma linha dedicada, a Generosa. Fundada em 2016 por Victor Santos, opera a cadeia inteira da matéria-prima à mão do entregador. Pelos números que ela mesma declarou à imprensa, produzia mais de 300 toneladas de refeições por mês em 2024, numa cozinha central de 10 mil m² em Aldeia da Serra, com mais de 500 funcionários, 30 dark stores e entrega em cerca de 200 cidades; faturou R$ 270 milhões em 2025, com alta de 70%, atingiu o breakeven em 2024 e projeta R$ 450 milhões em 2026. A linha para empresas atende companhias e redes de restaurante, com entrega adaptada a cada cliente.
Uma fábrica de refeições que também vende para empresas roda duas operações que se encontram na cozinha. A demanda do consumidor é prevista e produzida para estoque. A demanda de empresas chega como pedido, cada uma mandando o que quer, quanto e quando, no formato que usa internamente. As duas alimentam o mesmo plano de produção, as mesmas receitas, os mesmos turnos. O custo do produto da empresa é, no fim, o tempo que as pessoas gastam em cada receita.
Por isso o gargalo era operacional, não comercial. Pedido entrava. A descrição do próprio time era organizacional: como trazer eficiência para a operação sem construir toda ferramenta em casa, o que a empresa tinha tentado e achado difícil de sustentar, e como saber quanto custa uma receita quando o único instrumento era um cronômetro.