O quarto não é o imóvel, e o inquilino não é o quarto

Uma operadora de moradia por assinatura, depois de quase dois anos testando sistemas de imobiliária, hotel e hospitalidade que não conseguiam modelar quartos dentro de apartamentos, levou estoque, manutenção, vistorias e check-outs para um sistema em que o quarto pertence ao imóvel, o inquilino ao quarto, e todo chamado, formulário e painel pende desses vínculos.

Uma operadora de moradia por assinatura que administra quartos dentro de imóveis, e inquilinos dentro de quartos.

A Divid administra ativos residenciais para renda em nome de investidores, em Florianópolis, no modelo de moradia por assinatura: unidades mobiliadas e prontas para morar, compartilhadas ou individuais, em contratos a partir de noventa dias.

Moradia por assinatura

2018Ano em que a empresa nasceu, com Gabriel Accetta e Arthur Estrella
400Apartamentos sob gestão, conforme informado à imprensa regional no fim de 2023
90 diasPrazo mínimo de contrato no modelo de long stay
FlorianópolisOnde administra ativos residenciais para renda em nome de investidores
94, de 70 a 75Índice de satisfação em manutenção hoje, contra a faixa anterior ao sistema
Quase 2 anosTempo testando outros sistemas antes de achar um que modelasse a operação
400Apartamentos sob gestão
90 diasPrazo mínimo de contrato no modelo de long stay
“O problema principal que nos levou a contratar a plataforma foi a inflexibilidade dos sistemas disponíveis. A gente testou por quase dois anos antes de encontrar: soluções para imobiliárias, para hotéis, para empresas de hospitalidade, muito focadas em dores específicas, e a gente estava desenvolvendo uma empresa um pouco diferente de todas essas. No início tínhamos muitos apartamentos compartilhados, e os sistemas do mercado não permitiam que eu tivesse quartos relacionados a um imóvel. Eram sempre imóveis, numa imobiliária. Nenhum tinha a flexibilidade que a gente precisava.”
Arthur Estrella, cofundador da Divid
Arthur EstrellaCofundador, na entrevista gravada
AntesDepois
  • Imóvel como única unidade, em software de imobiliária
    Imóveis, quartos e inquilinos como registros ligados
  • Dado de estoque mal relacionado entre ferramentas
    Um estoque de imóveis e quartos, com inquilinos vinculados
  • Chamado de manutenção à mão e por mensagem
    Formulários de chamado, com automações em gatilhos definidos
  • Vistoria e check-out tratados caso a caso
    Fluxos de vistoria e check-out rodando por formulário e automação
  • Performance da carteira montada quando precisava
    Painéis de performance, ticketing de ocupação e ociosidade, usados para definir prioridade da semana e do mês
  • Comercial conferindo detalhe de imóvel perguntando
    Comercial integrado à operação, conferindo características e batendo oferta com estoque nos mesmos registros
  • Mensagem a inquilino, proprietário e fornecedor digitada
    Automações de e-mail e WhatsApp

O que não foi trocado. O sistema comercial próprio ficou e foi integrado. E-mail e WhatsApp ficaram como canais. Inquilinos, proprietários e fornecedores são os mesmos; a operação em volta deles agora é registrada e disparada.

O gargalo era operacional, não comercial

A Divid administra ativos residenciais para renda em nome de investidores, em Florianópolis, no modelo de moradia por assinatura: unidades mobiliadas e prontas para morar, compartilhadas ou individuais, em contratos a partir de noventa dias. Nasceu no fim de 2018 com os sócios Gabriel Accetta e Arthur Estrella, a partir do programa de inovação aberta LinkLab da ACATE e de uma parceria com a imobiliária Brognoli, e viu um mercado que, nas palavras do fundador, era amador em todas as pontas; o objetivo era dar a inquilino e investidor uma experiência melhor: gestão mais transparente, rentabilidade melhor, menos atrito. No fim de 2023, informava cerca de quatrocentos apartamentos sob gestão e faturamento triplicado em um ano.

Moradia por assinatura não é imobiliária nem hotel, e o dado dela não cabe em nenhum dos dois. Imobiliária administra imóvel; hotel administra quarto e diária. A Divid administra um imóvel que contém quartos que contêm inquilinos em contratos sobrepostos de prazos diferentes, com manutenção, vistoria e check-out acontecendo no nível do quarto enquanto propriedade, rentabilidade e relatório acontecem no nível do imóvel. Software feito para uma ponta disso não segura a outra.

Por isso o gargalo era operacional, não comercial. Inquilino e investidor existiam. O que a empresa não achava, em quase dois anos tentando, era um sistema cuja estrutura batesse com a dela, e enquanto não tinha, cada processo rodava no que a ferramenta mais próxima permitia mais uma pessoa cobrindo o buraco.

Um modelo operacional novo e só modelos de dado velhos para rodar

“O problema principal que nos levou a contratar a plataforma foi a inflexibilidade dos sistemas disponíveis. A gente testou por quase dois anos antes de encontrar: soluções para imobiliárias, para hotéis, para empresas de hospitalidade, muito focadas em dores específicas, e a gente estava desenvolvendo uma empresa um pouco diferente de todas essas. No início tínhamos muitos apartamentos compartilhados, e os sistemas do mercado não permitiam que eu tivesse quartos relacionados a um imóvel. Eram sempre imóveis, numa imobiliária. Nenhum tinha a flexibilidade que a gente precisava.”

Arthur Estrella, Cofundador, na entrevista gravada
Os sistemas não modelavam o negócio

Software de imobiliária conhecia imóvel. Software de hotel conhecia quarto e diária. Nenhum segurava um quarto dentro de um imóvel com um inquilino dentro do quarto em contrato de noventa dias, então os apartamentos compartilhados da empresa não cabiam em lugar nenhum.

Dois anos foram gastos procurando

A empresa testou várias soluções de mercado em sequência. Cada uma resolvia bem um problema vizinho e mal este.

A operação rodava nos buracos

Estoque, manutenção, vistoria e check-out eram tratados com o que a ferramenta da vez permitia e o resto à mão, o que deixava o back office lento e o dado da carteira difícil de relacionar.

A satisfação em manutenção ficava na casa dos setenta

Pelo relato do fundador, o índice de satisfação do inquilino com manutenção ficava entre 70 e 75 antes do sistema, um patamar que ele hoje trata como o problema que era.

O padrão: uma empresa com modelo operacional novo e só modelos de dado velhos para rodar. Nada estava quebrado; a empresa crescia. Mas todo processo que não cabia na ferramenta era carregado por uma pessoa, e a quantidade desses processos crescia com a carteira.

Item a item, o que fazia cada trabalho antes e o que faz hoje

“Para mim, na minha posição, o que eu mais gosto são os painéis, porque consigo visualizar basicamente toda a minha operação em poucas telas. Todos os dados da nossa empresa estão no sistema, então os painéis que a gente gera a partir do dado que a gente gera, e do que o cliente gera usando, são onde está a entrega de valor.”

Arthur Estrella, Cofundador, na entrevista gravada
O que fazia isso antesO que faz hoje
Imóvel como única unidade, em software de imobiliáriaImóveis, quartos e inquilinos como registros ligados
Dado de estoque mal relacionado entre ferramentasUm estoque de imóveis e quartos, com inquilinos vinculados
Chamado de manutenção à mão e por mensagemFormulários de chamado, com automações em gatilhos definidos
Vistoria e check-out tratados caso a casoFluxos de vistoria e check-out rodando por formulário e automação
Performance da carteira montada quando precisavaPainéis de performance, ticketing de ocupação e ociosidade, usados para definir prioridade da semana e do mês
Comercial conferindo detalhe de imóvel perguntandoComercial integrado à operação, conferindo características e batendo oferta com estoque nos mesmos registros
Mensagem a inquilino, proprietário e fornecedor digitadaAutomações de e-mail e WhatsApp

O que não foi trocado. O sistema comercial próprio ficou e foi integrado. E-mail e WhatsApp ficaram como canais. Inquilinos, proprietários e fornecedores são os mesmos; a operação em volta deles agora é registrada e disparada.

A cadeia, ponta a ponta, para a estadia de um inquilino num apartamento compartilhado

  1. 1
    O comercial casa um interessado com um quarto num imóvel, conferindo características contra o estoque atual

    Uma pessoa precisa casar o inquilino com o quarto.

    Pessoa
  2. 2
    O inquilino é criado como registro ligado ao quarto, que é ligado ao imóvel; o contrato de noventa dias ou mais é anexado

    A cadeia é o registro.

    Automático
  3. 3
    A vistoria de entrada é feita pelo formulário dela e guardada no quarto

    O sistema não enxerga o apartamento.

    Pessoa
  4. 4
    Durante a estadia, o inquilino abre chamado de manutenção por formulário; cada chamado fica ligado ao quarto e ao imóvel

    O chamado carrega seu contexto.

    Externo
  5. 5
    Gatilhos no chamado roteiam, avisam o fornecedor ou o time interno por e-mail ou WhatsApp e acompanham até o fechamento

    O back office não lembra mais a rota.

    Automático
  6. 6
    A satisfação é medida sobre a interação de manutenção

    O índice é da empresa.

    Externo
  7. 7
    O check-out é feito pelo formulário e pela vistoria dele; o quarto volta ao estoque

    Uma pessoa precisa vistoriar na saída.

    Pessoa
  8. 8
    Ocupação, ociosidade e performance da carteira atualizam nos painéis, que definem onde agir em seguida

    Os painéis leem os mesmos registros que a operação escreve.

    Automático

Os elos difíceis são o 1, o 3 e o 7. Uma pessoa precisa casar o inquilino com o quarto, vistoriar na entrada e vistoriar na saída; o sistema não enxerga o apartamento. O que o desenho tirou foi a conciliação: como o inquilino está ligado ao quarto e o quarto ao imóvel, um chamado, uma vistoria ou um check-out carrega seu contexto, e os painéis leem os mesmos registros que a operação escreve. O relato do próprio fundador sobre o resultado de manutenção é que o back office ficou muito mais ágil; esse é o mecanismo.

O sistema não criou o modelo; segurou o modelo

O número de satisfação é da empresa e a escala não é dita

"94" e "70 a 75" são dados como índice de satisfação em manutenção sem dizer se é percentual, CSAT ou nota tipo NPS, em que período ou com quantas respostas. A direção e o tamanho da mudança ficam claros no relato do fundador; o texto reporta os números como dados e não nomeia a métrica.

"Mais enxuta que uma imobiliária tradicional" é comparação do fundador, não headcount

Nenhum tamanho de time antes ou depois é dado.

O sistema não criou o modelo; segurou o modelo

A estrutura da empresa, quartos dentro de imóveis com inquilinos em contrato longo, já existia. O que o sistema fez foi deixar essa estrutura ser registrada como é, que é o que dois anos de outros sistemas não conseguiram.

Os números de porte não são resultado

Apartamentos sob gestão e crescimento de faturamento descrevem a empresa. Nada na fonte os atribui ao sistema.

IndicadorResultadoDe onde sai
Satisfação em manutençãoDe cerca de 70 a 75 para 94, pelo relato do fundadorEntrevista gravada; autodeclarado, escala e método não informados
Agilidade do back officeDescrita como ganho muito grandeEntrevista gravada; sem medida
Estrutura de dadoDe só imóvel para imóvel, quarto e inquilino ligadosEntrevista gravada
Visibilidade da carteiraDe montada sob demanda para painéis usados em decisão semanal e mensalEntrevista gravada
Tamanho do time frente ao modeloOperação descrita como bem mais enxuta do que uma imobiliária tradicional do mesmo porte precisariaEntrevista gravada; sem headcount

O que este case não mede

O relato é do fundador, sem auditoria

Todas as descrições e as duas citações vêm de um cofundador numa entrevista gravada. Nenhum processo foi observado de forma independente.

Sem linha de base além de um índice

Volume de chamados, tempo de resolução, ocupação, dias ociosos e headcount antes e depois não são dados.

A métrica de satisfação não é nomeada

Ver acima. Nada é afirmado sobre que tipo de nota é.

A entrevista não tem data e a transcrição é automática

Vários trechos foram reconstruídos pelo contexto, inclusive o nome do índice de satisfação, que não foi recuperável. A menção do fundador a uma função de busca como recente sugere que a entrevista é posterior a esse recurso; nenhuma data é inferida disso. Um vídeo público da entrevista foi publicado em setembro de 2023.

Os números públicos da empresa são de 2021 a 2023 e podem não bater com o período da entrevista

Os quatrocentos apartamentos são do fim de 2023; um perfil sem data voltado a investidores dá carteira menor com meta maior. Nenhum é conciliado com a entrevista.

Parte da entrevista descreve o fundador construindo a operação na plataforma por conta própria

Ele descreve começar por tabelas relacionadas e construir formulários e apps a partir delas. Hoje o Jestor constrói e mantém o sistema em nome do cliente; esses trechos não são usados como evidência.

O modelo de dado é o produto

IndicadorNúmeroFonte
Rentabilidade média do aluguel residencial no Brasil em dezembro de 20255,96% ao ano; 6,68% em unidades de um dormitórioFipeZap, Índice de Locação Residencial, informe de dezembro de 2025
Alta do aluguel residencial em Florianópolis em 20259,17% no acumulado até outubro; 11,17% em doze mesesFipeZap, informe de outubro de 2025
Tipo de unidade com maior alta de aluguel em 12 mesesUm dormitório, 10,62%Mesma fonte
Parcela das noites na maior plataforma de temporada em estadias de 28 dias ou mais18% no terceiro trimestre de 2023, contra 13% no primeiro de 2019Airbnb, comunicados da empresa
A unidade pequena é a que mais rende e a que mais sobe

O retorno do aluguel é maior no um-dormitório, e é o um-dormitório que mais valoriza. É o segmento do studio, do coliving e do quarto no apartamento compartilhado, exatamente a unidade que o software de imobiliária não consegue representar, porque para ele o imóvel é a menor coisa que existe.

Estadia longa é uma categoria que a maior plataforma precisou inventar um contrato para servir

Quando quase uma noite em cinco é reservada por um mês ou mais, o produto deixa de ser viagem e vira moradia, e a contabilidade da própria plataforma trata como contrato mês a mês. Uma operadora feita para contrato de noventa dias desde o começo está no segmento que as plataformas ainda estão aprendendo a atender.

O modelo de dado é o produto

Uma plataforma que trata a estadia como contrato mês a mês descobriu, na prática, o mesmo que esta empresa: a unidade não é o imóvel nem a diária, mas o período de um inquilino num espaço específico. Software que não representa isso não roda o negócio, por melhor que seja no resto.

Os números mais citados dessa conversa são do mercado e da plataforma, não da operadora

Rentabilidade média e parcela de estadias longas descrevem o mercado. Ocupação, dias ociosos e satisfação em manutenção de uma operadora não estão em série pública; os painéis dela mesma, como neste case, são os números para planejar.

O sistema é feito sob medida e a responsabilidade por ele continua nossa

O que acontece no ano dois

A Divid gastou dois anos aprendendo que o mercado de software tinha um modelo para imobiliária e um modelo para hotel e nenhum para ela. Esse é o caso geral de qualquer empresa cuja operação é nova: o modelo de dado vem antes das funcionalidades, e ferramenta de prateleira vende funcionalidade. A pergunta que um sistema sob medida precisa responder é o que acontece no ano dois: um modelo de dado que ninguém consegue estender quando a empresa adiciona um tipo novo de unidade, ou um painel que ninguém muda quando o conselho faz uma pergunta nova, vira a próxima ferramenta que não encaixa em três anos, com login.

Um builder sênior, não um chamado

Um construtor toca cada pedido do começo ao fim, com um sempre em execução.

O próximo pedido entra na fila

Um novo fluxo, uma nova automação ou um novo painel entram pelo mesmo canal, sem virar projeto novo.

Revisões sem contagem

Se o que foi construído não está bom, ele é refeito. Revisões ilimitadas dentro da assinatura.

Usuários ilimitados

Assento nunca é a régua de cobrança, o que importa quando comercial, operação, fornecedores de manutenção e cada inquilino abrindo chamado tocam os mesmos registros.

Ninguém precisa aprender a construir

As pessoas aprendem a usar o app delas como aprendem qualquer app, abrindo. Construir, configurar e manter continua do nosso lado.

Os dados são seus

Exportação completa a qualquer momento, por CSV e API. Conformidade SOC 2, sem taxa de saída. Dá para pausar em um clique e os sistemas continuam rodando.

Metodologia e fontes

Informado pela Divid

As descrições de antes e depois e as duas citações vêm de uma entrevista gravada com o cofundador Arthur Estrella, usada pela transcrição automática. As citações foram limpas do ruído de transcrição sem alterar o conteúdo. O relato é da própria empresa e não foi auditado. Os trechos em que o fundador descreve construir a operação na plataforma por conta própria não foram usados como evidência.

Dados institucionais

Fundação, sócios, LinkLab, parceria com a Brognoli, modelo de negócio, cidade e quantidade de apartamentos: ACATE (maio de 2021), SC Inova (novembro de 2023) e perfil da empresa no GRI Institute (sem data). Os 400 apartamentos são da imprensa do fim de 2023. Os 90 dias de contrato mínimo são descrição da própria empresa do modelo de long stay. Os números de satisfação são do fundador, na entrevista gravada.

Dados de mercado

FipeZap, Índice de Locação Residencial, informes de outubro e dezembro de 2025. Airbnb, Inc., comunicados sobre estadias longas (2022 e 2023).

O que está deliberadamente ausente

Nenhum volume de chamado, tempo de resolução, ocupação, dias ociosos ou headcount é afirmado, porque nada foi dado. O nome e a escala da métrica de satisfação não são chutados.

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