O gargalo era operacional, não comercial
A Divid administra ativos residenciais para renda em nome de investidores, em Florianópolis, no modelo de moradia por assinatura: unidades mobiliadas e prontas para morar, compartilhadas ou individuais, em contratos a partir de noventa dias. Nasceu no fim de 2018 com os sócios Gabriel Accetta e Arthur Estrella, a partir do programa de inovação aberta LinkLab da ACATE e de uma parceria com a imobiliária Brognoli, e viu um mercado que, nas palavras do fundador, era amador em todas as pontas; o objetivo era dar a inquilino e investidor uma experiência melhor: gestão mais transparente, rentabilidade melhor, menos atrito. No fim de 2023, informava cerca de quatrocentos apartamentos sob gestão e faturamento triplicado em um ano.
Moradia por assinatura não é imobiliária nem hotel, e o dado dela não cabe em nenhum dos dois. Imobiliária administra imóvel; hotel administra quarto e diária. A Divid administra um imóvel que contém quartos que contêm inquilinos em contratos sobrepostos de prazos diferentes, com manutenção, vistoria e check-out acontecendo no nível do quarto enquanto propriedade, rentabilidade e relatório acontecem no nível do imóvel. Software feito para uma ponta disso não segura a outra.
Por isso o gargalo era operacional, não comercial. Inquilino e investidor existiam. O que a empresa não achava, em quase dois anos tentando, era um sistema cuja estrutura batesse com a dela, e enquanto não tinha, cada processo rodava no que a ferramenta mais próxima permitia mais uma pessoa cobrindo o buraco.