O gargalo era operacional, não comercial
A Citycar aluga veículos e faz gestão de frota terceirizada para empresas. O grupo, de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, começou na revenda de veículos, entrou em locação por uma franquia internacional em 2006 e lançou a bandeira própria de aluguel em 2017, com cerca de mil carros. O negócio principal hoje é locação mensal e gestão de frota para clientes corporativos, com balcão de rent-a-car na matriz e unidades no Sul do país; o site da empresa informa frota de mais de quatro mil veículos e mais de três mil fornecedores cadastrados. Na época da entrevista a frota era de cerca de 3.500.
Frota de locação é um conjunto de ativos que só rende enquanto anda. Cada veículo é comprado, segurado, mantido, reparado depois de avaria, movido entre unidades e clientes, e no fim vendido. Cada um desses eventos envolve vários setores e quase sempre um terceiro: oficina, transportadora, comprador. O número de veículos multiplica cada evento, e um veículo esperando aprovação ou orçamento é um veículo que não rende.
Por isso o gargalo era operacional, não comercial. A empresa crescia a frota. O que faltava era um jeito de a ação de um setor chegar ao próximo sem e-mail, e um jeito de ver onde cada veículo e cada pedido estavam sem perguntar. O resumo do próprio responsável pela operação: o processo era moroso, demandava muito braço e tinha muito pouco controle.