O gargalo era operacional, não comercial
A Baristo fornece café para empresas: máquinas em locação, comodato ou venda, café, leite e chocolate próprios para elas, e o suporte técnico para mantê-las funcionando. Os clientes são escritórios que tratam o café como benefício e hotéis, restaurantes, postos e cafeterias que o vendem. A empresa tem filiais em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, informa mais de três mil pontos de venda e promete instalar uma máquina pedida em até vinte e um dias.
Empresa de café para empresas é negócio de frota e insumo. Cada cliente é uma máquina, uma especificação de preparo (quais bebidas, qual dose, quais insumos), um calendário de reposição, um histórico de manutenção e um contrato com datas de cobrança. A máquina é um ativo que precisa ser reservado, preparado, instalado, movido e no fim recolhido. Cada uma dessas etapas pertence a um setor diferente, e os vinte e um dias do cliente começam a contar quando o comercial diz sim.
Por isso o gargalo era operacional, não comercial. Pedido entrava. Nas palavras da gerente de compras, a empresa perdia informação e perdia comunicação entre setores; cada processo vivia numa plataforma e a passagem de bastão entre elas era um e-mail que podia não chegar.