O mesmo pedido chegava por e-mail, Teams, telefone ou WhatsApp. Sem porta única não existia fila nem prazo, e quando algo se perdia ninguém conseguia dizer onde.
Uma gestora de ativos estressados mantinha dezenove planilhas paralelas e três caixas de e-mail para levar um pedido de quem pediu até quem paga. Hoje roda um sistema só, por cerca de metade do custo de plataforma que pagava antes.
“A gente tinha muitos fluxos que até eram um pouco caóticos, porque a informação tinha várias formas de entrada: às vezes o RH recebia um pedido de vaga por e-mail, às vezes por Teams, às vezes por telefone, WhatsApp. Tudo isso ficava descentralizado, quando eles não perdiam algum tipo de solicitação.”

O ERP financeiro e a assinatura eletrônica ficaram. O Jestor alimenta o ERP por webhook e acompanha a fase de assinatura no próprio registro.
A Enforce é uma empresa do BTG Pactual dedicada a ativos oportunísticos e estressados. Atua em quatro frentes: créditos inadimplidos corporativos, recuperação judicial e falência, ativos imobiliários e dívida ativa de entes públicos. Foi fundada em 2014, entrou em joint venture com o BTG em 2016 e passou a controle integral do banco em 2021.
O modelo é comprar carteira com deságio, resolver as pendências judiciais e recuperar valor ao longo de anos. A empresa declara mais de 300 colaboradores em cinco escritórios, mais de R$ 100 bilhões sob gestão nas classes de ativos e mais de 10 mil imóveis regularizados e vendidos. Segundo a Enforce, são mais de 23 mil processos judiciais acompanhados simultaneamente com uma rede de escritórios parceiros.
É esse último número que define todo o resto. Um ativo nesse negócio não se recupera sozinho. Ele se recupera por meio de milhares de decisões pequenas, tomadas por gente diferente, com prazo e alçada, e frequentemente executadas por terceiros. A margem não nasce no preço de compra da carteira. Nasce na execução: quanto custa e quanto demora transformar um crédito parado em dinheiro.
Por isso o back-office aqui não é área de apoio. É a linha de produção. Numa empresa comum, uma solicitação perdida no e-mail é um incômodo. Numa gestora de ativo estressado é uma de três coisas: um fornecedor contratado sem passar pela validação, um prazo que ninguém viu, ou uma aprovação parada num lugar que ninguém consegue apontar numa auditoria.
O processo existia. Ele só não existia em nenhum lugar que um sistema pudesse enxergar.
“A gente tinha muitos fluxos que até eram um pouco caóticos, porque a informação tinha várias formas de entrada: às vezes o RH recebia um pedido de vaga por e-mail, às vezes por Teams, às vezes por telefone, WhatsApp. Tudo isso ficava descentralizado, quando eles não perdiam algum tipo de solicitação.”
O mesmo pedido chegava por e-mail, Teams, telefone ou WhatsApp. Sem porta única não existia fila nem prazo, e quando algo se perdia ninguém conseguia dizer onde.
Uma pessoa mandava as informações A, B e C; a próxima mandava só A e B. Todo fluxo começava com uma rodada de perguntas antes de poder começar de fato.
No onboarding de fornecedores, a contratação às vezes acontecia antes da validação jurídica e financeira. A checagem existia. Ela só não estava no caminho crítico.
No fluxo de bolsas de estudo, o colaborador tinha que lembrar de anexar o comprovante de cada parcela, mês a mês, ao longo de todo o curso. O fluxo só andava quando o comprovante entrava.
Um detalhe muda a leitura do case inteiro. A Enforce já usava uma plataforma low-code antes do Jestor. O projeto não nasceu numa empresa sem ferramenta. Nasceu numa empresa que já tinha decidido automatizar e precisava de outra relação de custo e de encaixe. A comparação de 50% é entre duas plataformas fazendo o mesmo trabalho, não entre software e planilha.
| O que fazia isso antes | O que faz isso hoje |
|---|---|
| 19 planilhas de controle | Fluxos padronizados com fase, responsável, prazo e histórico |
| Pedido por e-mail, Teams, telefone e WhatsApp | Um formulário por processo, com campos obrigatórios |
| Aviso manual de mudança de etapa | Automação de e-mail a cada fase, mais de 26 mil em menos de um ano |
| Memória do colaborador para anexar comprovante | Aviso 20 dias e 10 dias antes de cada vencimento, parcela a parcela |
| Alçada escrita numa base de dados | Condição dentro da automação, alterável em minutos quando a política muda |
| Fornecedor contratado antes da validação | Esteira com trava: a contratação só avança depois da análise jurídica e financeira |
| Lançamento manual no ERP financeiro | Webhook para uma função na AWS, que grava no ERP e devolve o comprovante |
| Plataforma low-code anterior | Jestor, por cerca de metade do custo para o mesmo trabalho |
O que não foi trocado: o ERP financeiro. Ele continuou onde estava e o Jestor passou a alimentá-lo. Isso é deliberado. O sistema fiscal e contábil de uma empresa desse porte não é o lugar por onde um projeto assim começa. O que estava sem dono era a camada acima dele: quem pede, quem aprova, com que prazo, com qual documento. Era essa camada que vivia nas dezenove planilhas.
Aberto a toda a empresa, com campos obrigatórios. O solicitante não decide mais para quem mandar.
A automação lê o registro e escolhe o aprovador. Uma despesa administrativa de tecnologia vai para o head de Tecnologia, não para o head de quem pediu.
Head da área, diretoria e banco controlador, conforme o valor.
Gerado a partir do template. A etapa de assinatura fica registrada no próprio registro.
O webhook grava o lançamento e anexa o comprovante de volta no registro. Sem digitação dupla.
Fila, prazo, aprovador e histórico completo, por solicitação.
A cadeia arrebentava nas passagens de bastão. Entre quem pediu e quem aprova, entre quem aprovou e quem contrata, entre quem contratou e quem paga. Cada uma dessas fronteiras era um e-mail, e um e-mail não tem estado: ele não sabe dizer se foi lido, se está parado ou de quem é a vez. Automatizar a passagem, e não a tarefa, é o que fecha a cadeia. É por isso que o maior número desta página não é de horas economizadas, é de avisos que ninguém precisou escrever.
| Indicador | Resultado | De onde sai |
|---|---|---|
| Custo de plataforma | Cerca de 50% | "Economizar 50% aproximadamente de custo", na formulação da própria Enforce, contra a plataforma low-code anterior e já com o custo do Jestor incluído |
| Planilhas de controle | 19 | Substituídas por fluxos padronizados. O ganho não é o arquivo a menos. É o rastro a mais |
| Avisos de processo | 26.000+ | Disparados automaticamente a cada mudança de etapa, em menos de um ano. Cada um deles era escrito à mão |
| Análises de fornecedor | Quase 770 | Solicitações de análise em pouco menos de um ano, com 677 fornecedores cadastrados ao fim do processo |
| Fornecedores barrados | 79 | Reprovados na validação e, por isso, não contratados. Pouco mais de 10% de tudo que foi analisado |
| Áreas atendidas | 4 | RH, financeiro, TI e diretoria, num sistema só que cobre pessoas, dinheiro e fornecedores |
O que 26 mil avisos valem. A Enforce não mediu o tempo economizado, e esta página não vai inventar um número. Mas a ordem de grandeza é verificável. Se cada aviso custasse dois minutos para escrever, achar o destinatário, anexar e enviar, 26 mil deles somam cerca de 870 horas em menos de um ano. Aproximadamente cinco meses de trabalho de uma pessoa em tempo integral, gastos apenas em avisar que algo mudou de fase. Os dois minutos são premissa nossa, não medição da Enforce. A trinta segundos ainda sobram mais de 200 horas.
O resultado mais difícil de precificar são os 79 fornecedores reprovados. Contratar um fornecedor sem validação não é um erro administrativo nessa indústria. É exposição jurídica, fiscal e reputacional que aparece depois, em auditoria, quando corrigir já custa caro. A esteira não deixou o risco menor. Ela moveu a checagem para antes da assinatura.
“Em pouco menos de um ano já foram quase 770 solicitações de análise de fornecedor, com 677 cadastrados. Às vezes os fornecedores eram contratados antes dessa validação do financeiro. Nesse período a gente teve 79 reprovados que a gente não pôde contratar.”
Vale dizer, porque é o que normalmente aparece inflado.
A Enforce não reportou lead time antes e depois por processo. Sabemos quantos avisos foram automatizados. Não sabemos quantos dias um reembolso levava antes.
Nenhuma vaga foi cortada por causa do projeto, e esta página não afirma isso. O ganho relatado é de custo de plataforma e de controle, não de folha.
Os 79 fornecedores barrados representam exposição evitada, mas não existe número público para o que cada uma dessas contratações teria custado.
Os fluxos não entraram no ar de uma vez. Foram construídos ao longo do uso, um pedido por vez.
| Indicador | Número | Fonte |
|---|---|---|
| Inadimplência do sistema financeiro | 4,7% | Maior nível desde março de 2011 na série do Banco Central, sobre um saldo de crédito de R$ 7,4 trilhões. Banco Central, junho de 2026 |
| Carteiras inadimplentes cedidas | R$ 34 bi | Volume cedido em 2025, alta de 21,4% sobre 2024, com 43 cedentes no ano e 11 novos entrantes. Recovery, fevereiro de 2026 |
| Empresas inadimplentes | 8,9 milhões | Com R$ 213 bilhões em dívidas negativadas, recorde da série. Serasa Experian, dezembro de 2025 |
| Empresas em recuperação judicial | 2.466 | Alta de 13% no ano e maior número da série histórica. Serasa Experian, referente a 2025 |
Onze novos cedentes entraram no mercado só em 2025, e o volume cedido subiu 21,4% em um ano. Mais carteira disponível significa mais trabalho administrativo por trás de cada aquisição. O gargalo deixa de ser encontrar ativo e passa a ser conseguir processá-lo, e isso é custo de operação.
Com 2.466 empresas em RJ, o volume de habilitações, prazos, documentos e contratações de escritório cresce mais rápido que o time. É exatamente o tipo de trabalho que dobra de volume sem dobrar de complexidade, e por isso é onde a automação paga mais rápido.
Regularizar e vender mais de 10 mil imóveis significa milhares de contratações de fornecedor, laudos, taxas e pagamentos. Cada um desses passos passa pela esteira administrativa descrita acima.
Um construtor toca cada pedido do começo ao fim, com um sempre em execução. Times focados entregam mais rápido do que uma equipe dividida entre doze contas.
Um novo fluxo, uma nova alçada ou um novo relatório entram pelo mesmo canal, sem virar projeto novo.
Se o que foi construído não está bom, ele é refeito. Revisões ilimitadas dentro da assinatura.
Assento nunca é a régua de cobrança, o que importa em fluxos de reembolso e de fornecedor que por definição são abertos à empresa inteira.
As pessoas aprendem a usar o app delas como aprendem qualquer app, abrindo. Construir, configurar e manter continua do nosso lado.
Exportação completa a qualquer momento, por CSV e API. Conformidade SOC 2, sem taxa de saída. Dá para pausar em um clique e os sistemas continuam rodando.
Todos os números de operação, incluindo a redução de custo, as 19 planilhas, os 26 mil avisos, as quase 770 análises, os 677 cadastros, as 79 reprovações e o volume de processos judiciais, foram relatados por Renan Silva, Product Owner de Tecnologia e Inovação da Enforce, em entrevista concedida à Jestor. As citações vêm dessa entrevista, com edição apenas de oralidade.
Fundação, histórico societário, porte, presença e track record imobiliário vêm de material público da própria Enforce, consultado em setembro de 2026. O valor sob gestão declarado refere-se às quatro classes de ativos somadas, não apenas a NPL, e não tem verificação independente.
Banco Central do Brasil, Estatísticas Monetárias e de Crédito, junho de 2026. Recovery, divulgação de fevereiro de 2026 referente ao fechamento de 2025. Serasa Experian, Mapa de Inadimplência e indicador de inadimplência de empresas. A Deloitte publica projeções para o mesmo mercado com metodologia diferente, que não foram misturadas aqui.
A estimativa de cerca de 870 horas é cálculo da Jestor, a partir de uma premissa de dois minutos por aviso manual. A premissa está declarada no texto onde o número aparece. Nenhum outro número desta página é estimado, e nenhum foi arredondado para cima.